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Inventário participativo do território quilombola Sutil–Santa Cruz em Ponta Grossa-PR

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            O documento em questão é o inventário participativo do território quilombola Sutil–Santa Cruz, Ponta Grossa-PR (PR), realizado no ano de 2025 com a participação dos moradores, estudantes e pesquisadores da UEPG, de diferentes áreas. O projeto segue diretrizes do IPHAN e registra a história, cultura, práticas religiosas e modos de vida das comunidades. Também descreve o território e aponta desafios como mobilidade, perda de tradições e pressões externas. O estudo fortalece a memória, a identidade coletiva e contribui para a regularização da terra. É, ao mesmo tempo, um registro técnico e uma ferramenta de reparação de direitos, valorização e resistência cultural. As imagens postadas aqui são do Inventário Participativo cujo link encontra-se abaixo:  Acesse o documento completo aqui>>> Veja também: Estudo sobre o Quilombo Sutil>>>

Obras do calçadão da XV em Curitiba, 1972

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A imagem registra um dos momentos mais emblemáticos da história urbana de Curitiba: o início do calçamento da Rua XV de Novembro, marco da transformação do centro da cidade em espaço voltado prioritariamente ao pedestre. Na manhã de uma sexta-feira de maio de 1972, dezenas de trabalhadores iniciaram as obras que dariam origem ao primeiro calçadão do país, iniciativa que se tornaria referência nacional e internacional em urbanismo (PREFEITURA DE CURITIBA, 1972). A proposta previa a adaptação rápida do trecho compreendido entre a Praça Osório e a Praça Santos Andrade, área então marcada por tráfego intenso e lento, o que comprometia a mobilidade cotidiana. A solução foi transformar o eixo em via exclusivamente dedicada ao pedestre, reorganizando o centro histórico e inaugurando nova lógica de convivência urbana (GAZETA DO POVO, 1972). A obra integrou o conjunto de ações conduzidas pela Prefeitura de Curitiba durante a gestão do arquiteto Jaime Lerner, momento em que o planejamento urbano...

Praça Barão do Rio Branco, Ponta Grossa-PR, idos de 1930

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Foto - Acervo de Vilmar Pereira / Acervo Ponta Grossa Histórica Infos aqui>>>

Avenida Central - Vista para o Norte, Cidade do Rio de Janeiro, 1906.

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[...] "Marc Ferrez (1843–1923) percorreu as regiões Nordeste, Norte e Sudeste como fotógrafo oficial da Comissão Geológica do Império do Brasil (1875-1878), e as regiões Sul e Sudeste como fotógrafo das principais ferrovias em construção e modernização naquele momento. Nascido e radicado no Rio de Janeiro, Ferrez documentou também intensivamente a capital do Império e seu entorno. Sua atividade profissional e criativa foi marcada pela busca permanente de inovações tecnológicas e de linguagem, em associação com grandes nomes da engenharia, da ciência e das artes." [...] Imagem: Marc Ferrez / Coleção Brício de Abreu https://acervobndigital.bn.gov.br/sophia/index.html Infos: https://artrio.com/noticias/territorio-e-imagem-pelas-lentes-de-marc-ferrez

Ponta Grossa, construção da Vila 31 de Março em 1964

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Originário do acervo de Ivo Bittencourt Filho, o registro documental ilustra a edificação da Vila 31 de Março, cujo nome remete ao golpe militar de 1964, um dos períodos mais marcantes da história republicana brasileira. Inaugurado em 31 de março de 1967 — data que coincidia com o terceiro aniversário da intervenção —, o núcleo habitacional surgiu em um contexto de políticas de moradia ainda incipientes, sendo destinado prioritariamente a famílias de militares. À época, os contratos habitacionais estabelecidos previam prazos de 25 anos, amparados por isenções concedidas pelo Governo Federal. Com o passar das décadas, a denominação do bairro tornou-se objeto de controvérsia. Em 2009, um movimento de residentes propôs a alteração do nome para "15 de Março", em alusão à data da redemocratização do Brasil, ocorrida em 1985; contudo, a iniciativa não obteve êxito. Em 2012, por ocasião do 45º aniversário da vila, uma reportagem do periódico Gazeta do Povo consultou a comunidade lo...

Ouro Preto: Monumento Nacional e Patrimônio Mundial

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Primeira localidade brasileira a ser laureada com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1980, Ouro Preto constitui um dos pilares da memória histórica nacional. O município desempenhou um papel central na formação do Brasil, tendo sido o epicentro da Inconfidência Mineira e capital do estado de Minas Gerais até o ano de 1897. Seu desenvolvimento está intrinsecamente ligado ao apogeu do ciclo do ouro, período que moldou sua arquitetura e relevância política. A singularidade estética da cidade manifesta-se em seu traçado urbano original, caracterizado por vias pavimentadas em pedra, casarios coloniais preservados e templos religiosos que abrigam o legado de mestres do Barroco e Rococó, com destaque para as obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Dentre os principais sítios de interesse histórico e cultural, destacam-se: Praça Tiradentes: Marco zero e símbolo da resistência republicana; Igreja de São Francisco de Assis: Obra-prima da arquitetura barroca; ...

Desfile em comemoração à conquista da Copa do Mundo de 1970

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A conquista do tricampeonato mundial de futebol pela Seleção Brasileira, em 21 de junho de 1970, ultrapassou os limites do Estádio Azteca, na Cidade do México, e reverberou intensamente em diferentes cidades do país, entre elas Cascavel. O triunfo, selado com a vitória por 4 a 1 sobre a seleção italiana, consagrou uma geração de atletas marcada por nomes como Pelé, Gérson e Jairzinho, além de consolidar o Brasil como a primeira nação a vencer três edições da Copa do Mundo. Em Cascavel, a repercussão do título materializou-se em um desfile espontâneo que tomou a Avenida Brasil, então um espaço urbano em transformação. Embora já concentrasse intenso fluxo de automóveis, a via ainda apresentava características de uma cidade em processo de expansão, visíveis na própria configuração do espaço público. O registro fotográfico realizado por Ermiro Dalbosco documenta esse momento de celebração coletiva e, simultaneamente, revela aspectos da paisagem urbana local. Observa-se, na imagem, o cant...

Vila 31 de Março: Entre o Urbanismo e a Memória Política

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O registro fotográfico pertencente ao acervo de Moisés Francisco captura a Vila 31 de Março durante a década de 1970, em Ponta Grossa. O nome do conjunto habitacional carrega uma carga simbólica profunda, remetendo diretamente ao golpe militar de 1964. Inaugurado em 31 de março de 1967 , o núcleo foi entregue justamente no terceiro aniversário do regime, consolidando-se como um marco geográfico e ideológico na cidade. Diferente de outros conjuntos populares, a Vila 31 de Março foi projetada para atender, prioritariamente, famílias de militares e servidores públicos. Naquele período, os contratos habitacionais estendiam-se por 25 anos, contando com subsídios e isenções do governo federal, o que conferia ao bairro um perfil socioeconômico específico e uma forte ligação com a disciplina e a organização militar. Tensões e Identidade Com a redemocratização, a nomenclatura do bairro passou a ser objeto de debates. Em 2009 , surgiu um movimento liderado por moradores e ativistas que propunha...

Londrina, idos de 1930

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Imagem 1 - Primeira estação ferroviária de Londrina. 04.04.1935 Imagem 2 - Manobreira suíça com locomotiva americana da Ferrovia São Paulo - Paraná. Estação Ferroviária de Londrina. Década de 1930. Informações e Imagens do livro: Londrina documentada, Coleção Fotográfica José Juliani, 2011. https://sites.uel.br/museu/wp-content/uploads/2023/06/Documenta_2-Colecao-Fotografica-Jose-Juliani.pdf

Ponta do Calabouço – Vida Urbana, Escravidão e Transformações no Rio de Janeiro

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A Ponta do Calabouço foi uma proeminência de terra que avançava sobre a Baía de Guanabara, localizada entre as antigas praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio de Janeiro. Nesse sítio estratégico, desde o início do período colonial, os portugueses ergueram, em 1603, o Forte de São Tiago da Misericórdia, também chamado de Forte de São Tiago, como parte da rede defensiva da cidade-porto à beira do Atlântico (MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, 2026). No final do século XVII, esse conjunto militar incorporou, em 1693, uma prisão conhecida como Calabouço, destinada à detenção, punição e castigo de escravizados que haviam fugido ou cometido infrações sob a lógica colonial. A historiografia especializada mostra que, além de ser usado para confinamento e severas penalidades corporais, o Calabouço funcionou como lugar intermediário entre as sanções senhoriais e a autoridade do Estado, sob condições duras e humilhantes. Autores como Clarissa Nunes Maia e Holloway analisam o contexto pr...

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