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Avenida Central - Vista para o Norte, Cidade do Rio de Janeiro, 1906.

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[...] "Marc Ferrez (1843–1923) percorreu as regiões Nordeste, Norte e Sudeste como fotógrafo oficial da Comissão Geológica do Império do Brasil (1875-1878), e as regiões Sul e Sudeste como fotógrafo das principais ferrovias em construção e modernização naquele momento. Nascido e radicado no Rio de Janeiro, Ferrez documentou também intensivamente a capital do Império e seu entorno. Sua atividade profissional e criativa foi marcada pela busca permanente de inovações tecnológicas e de linguagem, em associação com grandes nomes da engenharia, da ciência e das artes." [...] Imagem: Marc Ferrez / Coleção Brício de Abreu https://acervobndigital.bn.gov.br/sophia/index.html Infos: https://artrio.com/noticias/territorio-e-imagem-pelas-lentes-de-marc-ferrez

Ponta Grossa, construção da Vila 31 de Março em 1964

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Originário do acervo de Ivo Bittencourt Filho, o registro documental ilustra a edificação da Vila 31 de Março, cujo nome remete ao golpe militar de 1964, um dos períodos mais marcantes da história republicana brasileira. Inaugurado em 31 de março de 1967 — data que coincidia com o terceiro aniversário da intervenção —, o núcleo habitacional surgiu em um contexto de políticas de moradia ainda incipientes, sendo destinado prioritariamente a famílias de militares. À época, os contratos habitacionais estabelecidos previam prazos de 25 anos, amparados por isenções concedidas pelo Governo Federal. Com o passar das décadas, a denominação do bairro tornou-se objeto de controvérsia. Em 2009, um movimento de residentes propôs a alteração do nome para "15 de Março", em alusão à data da redemocratização do Brasil, ocorrida em 1985; contudo, a iniciativa não obteve êxito. Em 2012, por ocasião do 45º aniversário da vila, uma reportagem do periódico Gazeta do Povo consultou a comunidade lo...

Ouro Preto: Monumento Nacional e Patrimônio Mundial

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Primeira localidade brasileira a ser laureada com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1980, Ouro Preto constitui um dos pilares da memória histórica nacional. O município desempenhou um papel central na formação do Brasil, tendo sido o epicentro da Inconfidência Mineira e capital do estado de Minas Gerais até o ano de 1897. Seu desenvolvimento está intrinsecamente ligado ao apogeu do ciclo do ouro, período que moldou sua arquitetura e relevância política. A singularidade estética da cidade manifesta-se em seu traçado urbano original, caracterizado por vias pavimentadas em pedra, casarios coloniais preservados e templos religiosos que abrigam o legado de mestres do Barroco e Rococó, com destaque para as obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Dentre os principais sítios de interesse histórico e cultural, destacam-se: Praça Tiradentes: Marco zero e símbolo da resistência republicana; Igreja de São Francisco de Assis: Obra-prima da arquitetura barroca; ...

Desfile em comemoração à conquista da Copa do Mundo de 1970

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A conquista do tricampeonato mundial de futebol pela Seleção Brasileira, em 21 de junho de 1970, ultrapassou os limites do Estádio Azteca, na Cidade do México, e reverberou intensamente em diferentes cidades do país, entre elas Cascavel. O triunfo, selado com a vitória por 4 a 1 sobre a seleção italiana, consagrou uma geração de atletas marcada por nomes como Pelé, Gérson e Jairzinho, além de consolidar o Brasil como a primeira nação a vencer três edições da Copa do Mundo. Em Cascavel, a repercussão do título materializou-se em um desfile espontâneo que tomou a Avenida Brasil, então um espaço urbano em transformação. Embora já concentrasse intenso fluxo de automóveis, a via ainda apresentava características de uma cidade em processo de expansão, visíveis na própria configuração do espaço público. O registro fotográfico realizado por Ermiro Dalbosco documenta esse momento de celebração coletiva e, simultaneamente, revela aspectos da paisagem urbana local. Observa-se, na imagem, o cant...

Vila 31 de Março: Entre o Urbanismo e a Memória Política

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O registro fotográfico pertencente ao acervo de Moisés Francisco captura a Vila 31 de Março durante a década de 1970, em Ponta Grossa. O nome do conjunto habitacional carrega uma carga simbólica profunda, remetendo diretamente ao golpe militar de 1964. Inaugurado em 31 de março de 1967 , o núcleo foi entregue justamente no terceiro aniversário do regime, consolidando-se como um marco geográfico e ideológico na cidade. Diferente de outros conjuntos populares, a Vila 31 de Março foi projetada para atender, prioritariamente, famílias de militares e servidores públicos. Naquele período, os contratos habitacionais estendiam-se por 25 anos, contando com subsídios e isenções do governo federal, o que conferia ao bairro um perfil socioeconômico específico e uma forte ligação com a disciplina e a organização militar. Tensões e Identidade Com a redemocratização, a nomenclatura do bairro passou a ser objeto de debates. Em 2009 , surgiu um movimento liderado por moradores e ativistas que propunha...

Londrina, idos de 1930

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Imagem 1 - Primeira estação ferroviária de Londrina. 04.04.1935 Imagem 2 - Manobreira suíça com locomotiva americana da Ferrovia São Paulo - Paraná. Estação Ferroviária de Londrina. Década de 1930. Informações e Imagens do livro: Londrina documentada, Coleção Fotográfica José Juliani, 2011. https://sites.uel.br/museu/wp-content/uploads/2023/06/Documenta_2-Colecao-Fotografica-Jose-Juliani.pdf

Ponta do Calabouço – Vida Urbana, Escravidão e Transformações no Rio de Janeiro

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A Ponta do Calabouço foi uma proeminência de terra que avançava sobre a Baía de Guanabara, localizada entre as antigas praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio de Janeiro. Nesse sítio estratégico, desde o início do período colonial, os portugueses ergueram, em 1603, o Forte de São Tiago da Misericórdia, também chamado de Forte de São Tiago, como parte da rede defensiva da cidade-porto à beira do Atlântico (MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, 2026). No final do século XVII, esse conjunto militar incorporou, em 1693, uma prisão conhecida como Calabouço, destinada à detenção, punição e castigo de escravizados que haviam fugido ou cometido infrações sob a lógica colonial. A historiografia especializada mostra que, além de ser usado para confinamento e severas penalidades corporais, o Calabouço funcionou como lugar intermediário entre as sanções senhoriais e a autoridade do Estado, sob condições duras e humilhantes. Autores como Clarissa Nunes Maia e Holloway analisam o contexto pr...

Sobre o CNPR-BR

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                                            O QUE É O CNPR-BR? O Conexão Paranaense , que passou a se chamar oficialmente Conexão Paranense Brasil a partir de 01 de março de 2026, surgiu como  uma iniciativa livre e autônoma de pesquisa independente dedicada à valorização da história, cultura, memória e patrimônio cultural das cidades do Paraná. Depois da mudança de nome, visando expansão, começamos a explorar mais e a divulgar mais, também, as histórias, as estradas do Brasil de um modo geral e suas belezas naturais, as festas populares, lugares, celebrações,  expressões, folclores, histórias que o povo conta, registros históricos, lugares históricos e turísticos, a vida que já aconteceu e onde a vida estiver acontecendo no Paraná e em outros Estados e Cidades de todos os cantos do nosso País.  Por meio do Projeto Legado , dentro do Artigo 216 da Constituiçã...

Londrina, 1959

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O edifício térreo, com beiral largo e estrutura aparente, exibe na entrada uma faixa que identifica o estabelecimento e sinaliza sua função agregadora: “Churrascaria Chopim dá boas-vindas aos radioamadores visitantes”. A calçada encontra-se ocupada por homens trajando paletó e camisas claras, muitos com as mangas arregaçadas; alguns ingressam no recinto, enquanto outros aguardam ou conversam em pequenos grupos, configurando o restaurante não apenas como espaço de alimentação, mas também como ambiente de sociabilidade e articulação social. Embora o endereço não esteja visível na imagem, o contexto histórico é determinante. A Churrascaria Chopim estabeleceu-se no interior do Parque de Exposições Governador Ney Braga, inaugurado em 16 de fevereiro de 1964, espaço que se consolidou como sede da ExpoLondrina e de diversos eventos agropecuários, técnicos e institucionais ao longo das décadas. Nesse cenário, a experiência gastronômica integrava o próprio ritual social das feiras e exposiçõe...

Seleção Soviética jogou no Paraná em fevereiro de 1966

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Considerada uma das principais candidatas ao título da Copa do Mundo de 1966, disputada e vencida pela Inglaterra, a seleção da União Soviética iniciou, meses antes do torneio, uma extensa série de partidas amistosas internacionais. O objetivo era aprimorar o entrosamento da equipe e testar seus principais jogadores em diferentes contextos e estilos de jogo. A competição mundial teria início em 11 de julho de 1966, mas ainda no primeiro semestre daquele ano os soviéticos surpreenderam ao incluir o interior do Brasil em seu roteiro de preparação. Mais infos aqui>>> Em fevereiro de 1966, a delegação da União Soviética desembarcou em Maringá, no norte do Paraná, um destino pouco comum para seleções europeias daquele porte. No dia 13 de fevereiro, o selecionado soviético entrou em campo para um amistoso contra o Grêmio Maringá, então uma das forças do futebol paranaense. O elenco visitante contava com nomes de destaque do futebol mundial, entre eles Lev Yashin, campeão olímpico e...

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